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sábado, 16 de maio de 2009

Como Marcar Compromissos com 100% dos Prospectos. Parte 1

Big Al é um dos treinadores mais conhecidos e famosos do MLM americano, e que se destaca por suas boas idéias e humor irreverente. Foi citado na lista dos top 50 (The Power 50) do siteDirectSellingLive.com, e de acordo com seu site próprio já construiu uma rede com mais de 100.000 downlines. A seguir ia primeira parte de seu texto, em que ele dá dicas e aponto o porque muitos distribuidores falham na hora de convidar pessoas para apresentar sua oportunidade de negócios.
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Os prospectos quase que instantaneamente resistem aos seus esforços para marcar um compromisso para uma apresentação. Aqui está o que eles pensam:

"Você está tentando me vender algo."

"Eu não quero ir a uma reunião de oportunidade. Eu não sei se será um desperdício do meu tempo."

"Você está tentando me colocar na parede com seu patrocinador para me vender algo.”

"Eu estarei a salvo se não for naquela conferência aonde irão me convencer a me juntar a algum esquema."

"Eu não quero gastar meu dinheiro em nada."


"Você irá me embaraçar se eu decidir não comprar ou não me juntar ao seu negócio."


"Se eu não estiver interessado, você irá continuar me perseguindo até que fique aborrecido."


Por causa destes pensamentos que seus prospectos têm, você precisa ser um bom vendedor para marcar um encontro para uma apresentação.

E, você irá com certeza receber muita rejeição!

Porém a maioria dos networkers não quer ser um vendedor manipulador. Eles só querem apresentar aos prospectos o seu negócio.

E todos nós odiamos a rejeição!

Quando estiver falando com um prospecto, pense nisto:

O prospecto está se inclinando, ansioso pela sua apresentação?

Ou está com o pé atrás, subindo a guarda, tentando evitar uma apresentação? Isso é desconfortável para você… e para o prospecto.

Então ao invés de manipular os prospectos ou tentar vender os produtos, vamos levar a uma abordagem totalmente diferente.


Nós vamos:


1. Relaxar o prospecto.


2. Fazer com que o prospecto se curve ansioso para ouvir a

apresentação.


E nós vamos fazer isso ao aprender duas simples sentenças que irão mudar sua vida.

Tudo o que deve fazer é dizer duas frases simples e quase 100% dos seus prospectos vão querer uma apresentação... sem rejeição.


Então, você está falando com o prospecto, e você quer marcar um compro
misso para uma apresentação. Você já pode ter tentado marcar um compromisso dizendo coisas do tipo:


"Nós temos uma reunião de oportunidade hoje à noite. São somente algumas horas de seu tempo. Quer
 ir?"


"Você tem que ouvir esse milionário falar na nossa conferência hoje 
à noite. Deixe de assistir seu programa de TV favorito. Ao invés disso use esse tempo para ouvir um estranho tentando lhe vender algo."


"Seu trabalho não vai te tornar rico. Deixe lhe dizer o que deve fazer com sua vida. Eu vou chamar meu patrocinador no telefone e juntos vamos dizer o que deve fazer."


"Eu tenho este vídeo que precisa assistir, e uma apresentação de PowerPoint. Depois eu vou te ensinar como ganhar dinheiro enquanto você me olha desenhando círculos em uma lousa...”


Entenderam o problema?


É o que dizemos, e o que fazemos que faz com que os prospectos se afastem e tentem nos evitar.

Porém nós queremos que nossos prospectos se aproximem ansiosos para ouvir o que temos a dizer.

E podemos fazer isso simplesmente ao falar estas duas questões: 
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E quais são estas duas questões?

domingo, 10 de maio de 2009

Uma Visão Acadêmica do Marketing de Rede



por Liliana Alves Costa

Em um mundo globalizado e altamente competitivo, as empresas vêm buscando uma flexibilidade nos processos de distribuição de seus produtos e nas relações com seus clientes, no intuito de obter uma expansão e novas oportunidades de mercado. A globalização desencadeou mudanças rápidas no setor empresarial, onde ocorreu o aparecimento constante de empresas concorrentes.

No sentido de acompanhar essa evolução, algumas empresas vêm se utilizando do Marketing de Rede como uma estratégia de ação mercadológica, pretendendo assim, competir num mercado internacionalizado.

Da mesma forma que se acompanha o rápido desenvolvimento do setor empresarial, vale destacar a importância de um entendimento da evolução do Marketing de Rede como parte deste setor, em sua plena expansão.

Através dos anos 80, organizações ao redor do mundo reagiram a um ambiente de negócio global cada vez mais competitivo, mudando de coordenação centralizada para uma variedade de estruturas mais flexíveis que assemelham-se a redes (networks), ao contrário das pirâmides tradicionais. Essas “redes” — grupo de empresas ou unidades especialistas coordenadas pelos mecanismos de mercado ao invés de cadeias de comandos — são vistas tanto pelos seus membros e por alguns estudiosos da administração como sendo melhor que outras formas para ambientes de demanda atuais.

Historicamente, aparecem novas formas organizacionais para corrigir as principais deficiências das formas em uso. O movimento para a forma de rede (network) tornou-se aparente nos anos 80, quando a competição internacional e as rápidas mudanças tecnológicas forçaram uma reestruturação maciça por todas as empresas. Além disto, começou-se a avançar mais na direção do Marketing de Relacionamento, afastando-se do marketing voltado para transações. Em vez de procurar fazer uma venda rápida, é melhor cultivar um cliente a longo prazo.

No caso do Marketing de Rede, sua forma de organização revela estar seguindo um modelo familiar. O Marketing de Rede está abrindo as portas para o futuro estilo de distribuição e logística das empresas. Aplicado a quase todas as áreas comerciais, “este sistema nada mais é do que a transformação das estruturas hierárquicas rígidas em uma imensa rede democrática de contatos comerciais” — diz Sergio Buaiz, em “A Fórmula da Liderança”.

Atualmente, é fundamental analisar os caminhos empregados para se chegar ao mercado e avaliar a eficácia existente, no sentido de avaliar também o entendimento das exigências dos clientes. Sabe-se que, anteriormente, a concorrência se baseava na qualidade do produto e serviço. Mas hoje, a qualidade do relacionamento com o cliente é a medida mais apropriada para o sucesso. Vem-se, então, utilizando uma forma de manter diálogo com os clientes, resultando em um melhor conhecimento de suas necessidades e de como atendê-las. Com isso, a probabilidade do cliente manter fidelidade à empresa que mais conhece suas necessidades individuais é maior.

Por isto, o Marketing de Relacionamento — processo de criar, manter e intensificar relacionamentos fortes e valiosos com clientes — veio enfatizar a qualidade do relacionamento com o cliente, de forma a ser fundamental também no mercado internacional, pois possibilita às organizações uma vantagem competitiva e uma maior abertura nos mercados externos.

Nos anos 90, o Marketing de Relacionamento tornou-se um fator primordial para os relacionamentos de longo prazo com os clientes e entre parceiros comerciais, ocorrendo uma participação em programas conjuntos, vínculo em comunicação e troca relacional. Pode-se salientar, que a criação de relacionamentos sólidos e duradouros é uma estratégia necessária para vencer a batalha competitiva do século XXI.

Para firmar ainda mais o relacionamento sólido e duradouro com o cliente, emergiu um novo tipo de pensamento estratégico de Marketing que está oferecendo uma vantagem importante. Empregando canais diretos de comunicação “um-a-um”, na forma de obter resposta imediata de compra, o Marketing Direto veio possibilitar uma mútua satisfação. Ele não se adapta igualmente a todas as situações e a todos os produtos, mas quando se adapta, a compreensão desta mudança de direção pode ser essencial para se ter vantagem sobre a concorrência.

Antes da industrialização, os contatos entre quem comprava e quem vendia eram diretos. Devido ao processo de industrialização e aumento da produção, surgiu a necessidade de promoção de vendas. Com o surgimento dos Correios, surgiu também a venda pelo Reembolso Postal. Nasceu então a propaganda postal, a mala direta, e as agências especializadas.

Posteriormente, surgiu o telemarketing, que passou a ser a mídia de recepção mais importante do Marketing Direto. Portanto, o Marketing Direto é o Marketing de Relacionamento continuado entre empresa e o cliente, possibilitando uma mútua satisfação. O propósito do Marketing Direto é reconhecer o cliente como indivíduo e construir um relacionamento prolongado, gerando benefícios à este e lucro para a empresa.

O tratamento diferenciado ao cliente propicia uma abordagem de suas características peculiares, baseado no relacionamento que se tem com o mesmo. Então, baseando-se no conhecimento sobre o cliente, pode-se oferecer serviços e produtos que o satisfaça, de forma a construir um relacionamento duradouro.

O tratamento com o cliente pode-se realizar através dos dois tipos principais de canais de comunicação: pessoais e impessoais. Nos canais de comunicação pessoal, duas ou mais pessoas comunicam-se diretamente, face a face, permitindo um contato direto e pronto feedback (resposta). Este canal de comunicação pode-se dar através de um contato da empresa (vendedor) direto com o consumidor no mercado-alvo ou, vizinho, amigos, familiares e associados que utilizam-se da influência “boca-a-boca”, para contato com os compradores-alvo. Já o canal de comunicação impessoal, é a transmissão de mensagens sem contato pessoal ou feedback através da mídia. No canal de comunicação impessoal, a propaganda de massa sempre atinge um número indefinido de pessoas que não estejam, necessariamente, procurando no mercado um determinado produto e nem pretendem comprá-lo.

A verdadeira intimidade com o consumidor — parte importante do sucesso, retribuindo relacionamento — requer um profundo conhecimento do contexto no qual os produtos ou serviços são usados pelos consumidores no dia- a-dia. Isso requer uma percepção compreensiva do comportamento do consumidor.

Em uma junção dessas duas características, Marketing de Relacionamento e Marketing Direto, que visa tanto a qualidade do relacionamento com o cliente quanto o canal direto de comunicação com o mesmo, chega-se ao Marketing de Rede, como o terceiro sistema de Marketing utilizado e mais uma alternativa de ação mercadológica. Este sistema possibilita o relacionamento direto do distribuidor (vendedor) e cliente, de forma a manter uma qualidade de relacionamento entre ambos, pois tal sistema só se consagra com a permanência de um relacionamento direto a longo prazo, sendo este o seu maior objetivo.

Sabe-se que para um produto ter sucesso, o cliente deve atribuir-lhe mais valor do que seu preço. Um dos valores atribuídos é a informação direta sobre a qualidade e utilização do produto, por meio do fornecedor (encontrado no Marketing de Rede, sob a forma de distribuidor, consultor ou agente independente). Sendo então descrita, como a venda de produtos e serviços, pessoalmente e diretamente ao consumidor, sem a utilização de pontos de vendas permanentes, e sim, através de explicação e demonstração pessoal feita por um revendedor direto autônomo, esta atividade proporciona um canal de distribuição dinâmico e de rápida expansão para a colocação de produtos e serviços no mercado, destacando-se por sua capacidade de expandir-se geograficamente, de modo que cheguem diretamente ao consumidor.

Pode-se concluir que, o Marketing de Rede é uma forma de rápido acesso a mercados, pois todas as tecnologias desenvolvidas e empregadas na produção, por estas empresas, são levadas ao mercado de forma rápida. Tal rapidez é resultante da velocidade com que as transações de vendas são realizadas, bem como pela velocidade com que as informações são distribuídas entre seus representantes, que conjuntamente formam os diversos canais de distribuição. Portanto, o objetivo dessas novas formas organizacionais é responder com rapidez e flexibilidade a acelerada mudança na tecnologia, na competição e nas preferências dos consumidores.


Liliana Alves Costa é Mestranda em Administração pela UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

OBS: Texto adaptado da edição Nº 24 (junho de 1999), do extinto Jornal Vendas Diretas & Marketing de Rede.